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UMA LUZ PARA O DESEMBARAÇO


                         
         
                                     Rosalba e Garibaldi - Imagem do blog ClicQ



     Bem que o Democratas e o PMDB tentaram conciliar os interesses políticos para continuarem a caminhar juntos nas eleições municipais deste ano. Nas eleições estaduais, o PMDB combinou o racha e conseguiu sobreviver com o líder Garibaldi Filho apoiando a então candidata Rosalba Ciarlini ao governo, e o outro líder, Henrique Alves, partindo com Iberê Ferreira(PSB).

     Rosalba levou a melhor e o partido, então dividido, se uniu em torno do mesmo projeto, com a chegada de Henrique Alves para o ninho democrata como se fosse aliado de carteirinha.
Até aí, tudo muito bem. O PMDB vem dando ou tentando dar suporte administrativo a Rosalba Ciarlini, mas sem subtrair o dividendo esperado, até porque o governo vai mal das pernas.
     No entanto, houve um aceno para acentuar a aliança política para as eleições municipais, porém as conveniências locais, onde cada casa é um caso, desnutriu a fadada aliança política.
     Isto a partir de Natal, onde o PMDB aguardava o apoio da governadora Rosalba Ciarlini ao projeto do deputado estadual Hermano Morais, para respaldar a candidatura do tucano Rogério Marinho. Os Alves não conseguiram esconder o mal estar e até ameaçaram dar o troco em Mossoró, apoiando a postulação da deputada Larissa Rosado(PSB), a prefeito, em detrimento do nome da vereadora Claudia Regina que, mais tarde,m viria a ser indicada pelo Democratas.
     Mas veio o entendimento em nível de Mossoró, com a decisiva participação do grupo da prefeita Fafá Rosado, que goza de muito prestígio político, sustentou o lançamento de Claudia Regina e tem bóia convivência com o PMDB.

Palanques separados – Mas em outros importantes municípios, os palanques estarão separados em clima de guerra. É o caso de Pau dos Ferros, onde o prefeito Leonardo Rego lançou o vice-prefeito Fabrício Torquato(DFM) contra Bráulio Tavares(PMDB), filho do arquiinimigo, ex-prefeito Nilton Figueredo.
     Rosalba vai para o palanque de Fabrício, enquanto Garibaldi e Henrique estarão com Bráulio, que tem entre as armas de guerra a malhação ao governo da Rosa. Em outras cidades, a propagada aliança chegou a ser cobrada, mas não houve entendimento, já que os blocos distintos desejavam a cabeça da chapa.
     Sem terem como conciliar o impasse, as grandes lideranças vão ter que se digladiar nos palanques, atravessar esse rio de intrigas locais e tentar saírem ilesos para um novo contexto estadual. Até porque já está mais do que provado que o tempo passa e bacuraus e bicudos estão longe de um entendimento que não seja por conveniência.