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Setor da cerâmica vermelha planeja ações estruturantes



Para planejar ações coletivas de estímulo ao fortalecimento de unidades produtoras de cerâmica vermelha no estado pelos próximos quatro anos, o Sebrae no Rio Grande do Norte reúne, nesta quinta-feira (20), empresários do setor na Oficina de estruturação do novo projeto de cerâmica vermelha do RN”. A ideia é planejar e estruturar nortes para a atividade pelos próximos quatro anos, assim como o novo ciclo do projeto do setor, executado pelo Sebrae desde 2010.



Além de ceramistas, o evento também contou com a presença de representantes de entidades parceiras do projeto, como o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) - órgão ligado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) - e do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai). “Nosso objetivo é construir com os empresários o que vamos fazer daqui para frente. Já que esse é um segmento muito importante para a nossa economia”, defende o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti.



De acordo com o último levantamento do Sebrae, há 186 empresas ligadas a essa atividade em funcionamento no Rio Grande do Norte. “Estamos preocupados com a estrutura dessa atividade econômica. Temos que ocupar essas pessoas e pensar de forma sustentável”, enfatiza o diretor, referindo-se ao futuro do segmento.



De acordo com a gestora do projeto da Indústria da Cerâmica Vermelha Potiguar do Sebrae-RN, Luana Betícia, o Sebrae tem desempenhado um papel importante disponibilizando consultorias e adequando os projetos de forma que os empreendimentos passem a atender à legislação ambiental. “Enceramos o ciclo passado com alguns avanços como o investimento em novas tecnologias. A partir de agora, vamos discutir e direcionar um objetivo para o segmento até 2017”.



Mas o crescimento dentro do setor não é uma exclusividade do Rio Grande do Norte. A atividade também tem demonstrado ótimos números em outros estados. Quem afirma é a coordenadora da Carteira da Construção Civil do Sebrae Nacional, Helena Greco. “A carteira da construção civil compreende, além da cerâmica vermelha, os segmentos de pedras e rochas ornamentais e da construção civil. Dentro de espectro, o maior número de pequenos negócios está justamente na cerâmica vermelha”, enfatiza a coordenadora.



No estado, as regiões do Seridó, Vale do Açu e a Grande Natal concentram boa parte dos fábricas produtoras de cerâmica vermelha. Apesar dos bons resultados, a quantidade de negócios informais dentro da atividade ainda preocupa. “Estamos buscando trazer esses empresários para a formalidade através da inclusão em categorias como a do Microempreendedor Individual (MEI)”, revela.



Para os empresários do setor, os últimos quatro anos foram positivos. Essa é a avaliação do presidente do Sindicato da Indústria de Cerâmica do Rio Grande do Norte (Sindicer-RN), Vargas Soliz Pessoa. “Foram anos de grandes investimentos em tecnologia, melhorias de produto e ampliação no número de empresas”. Mas emissão de licenças ambientais e adequação às normas vigentes ainda são entraves para o segmento. “Há uma morosidade muito grande dos órgãos ambientais. E também é difícil para o setor se adaptar a muita das normas”, justifica Vargas Soliz Pessoa.

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