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Câmara trata dos problemas do ITEP em Mossoró

A Câmara Municipal tratou, nesta terça-feira (29), da situação do ITEP em Mossoró. O tema foi trazido pelo vereador Ricardo de Dodoca (PTB), que denunciou a situação de descaso vivida no ITEP da cidade. O edil afirmou que aferiu pessoalmente as condições de precariedade ao necessitar do Instituto em razão do falecimento de pessoas próximas. “Falta tudo no ITEP de Mossoró”, afirmou Ricardo de Dodoca, denunciando carências que vão desde itens básicos, como papel higiênico e copos descartáveis, infraestrutura física, até a falta de funcionários e médicos legistas de plantão. O edil afirmou que esta situação ocasiona morosidade na liberação dos corpos, o que leva a parentes ter de esperar até 30 horas para receberem seus entes queridos. Dessa forma, os corpos “estão saindo praticamente direto do ITEP para o cemitério”, afirmou o vereador, enfatizando a dificuldade dos cidadãos, na atual circunstância, velarem seus entes queridos falecidos. O edil propôs uma união entre os vereadores e demais classes políticas para solicitar à governadora a contratação de mais médicos legistas para o ITEP Mossoró.
O pleito de Ricardo de Dodoca foi prontamente aceito por colegas da Casa, como os vereadores Lucélio Guilherme (PTB), Alex do Frango (PV) e Genilson Alves (PTN). Este último enfatizou a importância da mobilização dos vereadores “para que possamos encontrar um meio de resolver esses problemas do ITEP, um dos segmentos que não podem parar”, segundo disse o edil. O vereador Soldado Jadson (Solidariedade) também ofereceu seu apoio. Segundo ele, “o ITEP é um órgão de fundamental importância para a elucidação de crimes”, constatação, esta, baseada na experiência policial pregressa do Soldado Jadson. O vereador relatou que, em sua época de atuação na polícia, era usual acionar ao ITEP e permanecer por até 10 horas no aguardo dos profissionais do Instituto, enquanto a guarnição permanecia inoperante, guardando os corpos ao lado de familiares em desespero por ver um ente querido jogado nas ruas durante um longo período.
A demora no atendimento do ITEP também foi criticada pelo vereador Vingt-Un Rosado (PTB), que criticou a “burocracia ferrenha”, segundo classificou, que acomete o Instituto, o qual vivencia uma “lamentável e dolorosa situação”, conforme qualificou o edil. Já o vereador Naelson Araújo (PV) denunciou que as dificuldades existem desde o ano de 2005. Por essa razão, manifestou a necessidade dos vereadores apelarem aos deputados na Assembléia Legislativa, pois, segundo ele, a situação atualmente vivenciada no ITEP fere aos direitos fundamentais dos cidadãos, razão pela qual “não podemos aceitar esse tipo de coisa”, segundo disse. Tal situação, de acordo com o vereador Jório Nogueira (PSD), é fruto do descaso do governo de Rosalba Ciarlini no RN. “Nós devemos cobrar daqueles que hoje estão à frente do governo”, afirmou o edil, julgando ser inadequado cobrar políticos anteriores, que já não estão no poder, pelos problemas do ITEP.
O edil Genivan Vale (PROS), por sua vez, apontou a distribuição de verbas municipais como quesito central para a precariedade que acomete o ITEP em Mossoró. Para o vereador, há um excesso de verbas destinadas a festas públicas no município, o que, segundo ele, caracteriza uma política de “pão e circo”, muitas vezes mais preocupada com o entretenimento que com o atendimento de questões básicas de saúde. Em vista disso, o edil demonstrou entender que “o gestor tem que ter a coragem de desafiar o senso comum, a vontade de uma maioria”, disse. O vereador reconheceu a importância da Câmara no tratamento do tema a partir da instituição do orçamento impositivo. “Com o orçamento impositivo, esta Casa vai ter que mudar de postura”, afirmou o vereador, propondo que os colegas, na ocasião da elaboração do orçamento municipal, se reúnam para observar os problemas crônicos de Mossoró para alocar, ano a ano, verbas “para que a gente possa no curto, no médio e no logo prazo resolver os problemas”, conforme disse.
Diante da adesão dos vereadores da Casa na busca por soluções, Ricardo de Dodoca sugeriu a elaboração de um documento pedindo explicações ao governo estadual sobre a situação de abandono do ITEP em Mossoró.


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Câmara cobra melhorias para a segurança pública de Mossoró
Problemas da segurança se entendem desde a zona rural até a urbana

O vereador Soldado Jadson (Solidariedade) cobrou, nesta terça (29), a tomada de ações concretas em favor da segurança de Mossoró. A cobrança do vereador foi motivada pela visita do novo secretário de segurança do Rio Grande do Norte, General Girão. Soldado Jadson manifestou conhecer as implicações efetivas da visita do General à cidade. E aí secretário? Quais as medidas serão tomadas para melhorar a segurança na cidade?”, disse o vereador, replicando a pergunta que desejaria fazer pessoalmente ao secretário de segurança do estado.
O vereador levantou a possibilidade de a realidade das instalações da policia na cidade ter sido “maquiada” para o General, de forma a passar uma imagem ao secretário desprovida dos problemas que acometem a estrutura da segurança pública de Mossoró. Citando a diminuição do efetivo da delegacia especializada em homicídios da cidade, restrita hoje a um contingente mínimo, Soldado Jadson perguntou: “até quando Mossoró vai enfrentar essa situação? (...) Queremos saber quais serão as medicas concretas que serão adotadas para melhorar a segurança do estado do RN”, disse o edil.
O edil Ricardo de Dodoca (PTB) também cobrou melhorias para a segurança municipal. O vereador denunciou o crescimento da violência na zona rural da cidade. Segundo o edil, cresce o número de invasões em propriedades de agricultores pobres, ameaçando famílias que, por medo de represálias, acabam por não denunciar à polícia os meliantes. Ricardo de Dodoca defendeu a realização de rondas diárias nas regiões rurais.