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Mobilização sobre greve na UERN

Docentes e técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) participam na tarde deste sábado (06) de uma mobilização conjunta no tradicional Pingo da Mei Dia. Os servidores, que se encontram em greve desde 25 de maio, protestam pelo não cumprimento do acordo salarial firmado com o Governo do Estado no ano passado.
O presidente da Associação dos Docentes da Uern (Aduern)  Valdomiro Morais, destacou a importância da participação no evento. De acordo com ele, o diálogo com a sociedade será ampliado, uma vez que o “Pingo” é um espaço lúdico que reúne milhares de potiguares.
“ Estaremos na festa com nossas faixas, apitos e panfletando para todos os participantes da folia. Vamos aproveitar  este momento de descontração, onde milhares de trabalhadores e trabalhadoras vão às ruas, para levar nossa mensagem de descontentamento com o descaso com a Uern” afirmou Valdomiro;
Na oportunidade, servidores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em greve desde o dia 28 de maio, e trabalhadores municipais, representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindserpum), que estão paralisados desde a segunda-feira, também estarão protestando e reivindicando uma série de pautas das respectivas categorias.
O professor da Uern, Neto Vale, ressaltou a importância da atividade unificada. Segundo ele, isso aumenta a visibilidade das reivindicações. “A principal motivação desta mobilização  é apresentar à sociedade as pautas dos movimentos grevistas,e juntos poderemos causar um impacto ainda maior na festa. Esperamos que esta pressão sirva para facilitar os processos de negociação” comentou.
Audiência - O Comando de Greve da UERN participa, na próxima segunda-feira, a partir das 18h30 de uma audiência com o Governador do Estado, Robinson Faria. A expectativa das categorias em greve é que seja apresentada uma proposta que possa solucionar a paralisação. 
Os docentes da Uern encontram-se em greve desde dia 25 de Maio, quando o acordo salarial firmado em 2014 e que prevê um realinhamento de 12,053%, foi descumprido pelo Governo do Estado