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Presidente da FIERN cobra prioridade do governo para o programa Mais RN


 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales cobrou prioridade do Governo do Estado em relação ao programa Mais RN, estudo desenvolvido pela entidade e que traz em seu conteúdo um mapeamento das oportunidades em nível de Estado. Entrevistado ontem pelo jornalista Diógenes Dantas no Jornal da 96 (96-FM), o dirigente da Fiern evitou dizer que o programa está sendo ignorado pelo Poder Executivo norte-rio-grandense, no entanto, afirmou que o Governo do Estado não está priorizando o programa da Fiern.
 “Tivemos com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Paulo Cordeiro. Levamos a ele, a preocupação de que no dia da apresentação, ele levou as prioridades do governo e nós levamos a preocupação que entendemos, a nossa equipe que compõe o Mais RN, o nosso ex-prefeito Marcos Formiga, um grande planejador, temos a equipe da Macroplan, sempre nos dando assistência e é a empresa que nos assiste neste projeto. E nós levamos ao secretário quais seriam os projetos que elencamos como possíveis concessões”, explicou Amaro Sales, citando a alça de acesso sul ao aeroporto Ministro Aluizio Alves; a utilização de VLT para o acesso ao aeroporto, iniciativa que massificaria o acesso do passageiro ao aeroporto internacional de São Gonçalo do Amarante.
 Ainda em relação as propostas apresentadas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte à secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, está a ferrovia Natal-Mossoró. De acordo com Amaro Sales, esse projeto foi desenvolvido pela Fiern em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) e elaborado há dez anos. Segundo ele, hoje essa proposta precisa de atualização. “A Fiern fará essa atualização, contudo, que o Governo do Estado identifique que realmente vai fazer esse pedido de concessão, porque não adianta se fazer um investimento em um projeto que não vai acontecer”, observou  Amaro Sales ressaltando que além da ferrovia, a federação apresentou ao titular da pasta de Desenvolvimento Econômico, o porto de Areia Branca, onde existe uma dificuldade portuária. Ele acrescenta que o Mais RN traz em seu conteúdo, observações a respeito da necessidade de se detalhar um projeto não apenas para o porto localizado no município de Areia Branca, mas também o porto de Natal que segundo, possui muitas limitações.
 “Nós estamos falando de estudos feitos e que são indicativos. Em termos de indicativos também, nós teremos a oportunidade de trazer o porto de Areia Branca, porque tem o ramal ferroviário Natal-Mossoró, onde nós podemos fazer um ramal para a cidade de Areia Branca e também para Guamaré. Você tem neste aspecto, um ramal que se tem uma utilização tanto para o porto de Natal, quanto ao aeroporto, ao porto de Areia Branca. Há uma aposta que a Federação das Indústrias faz neste projeto”, afirma o presidente voltando a dizer que a entidade vai fazer a atualização do projeto do ramal ferroviário Natal-Mossoró sem custo nenhum ao Governo do Estado, no entanto, precisa de garantias em relação a sua execução por parte do próprio Poder Executivo do Rio Grande do Norte.
 Amaro citou ainda a BR-304 que, no trecho conhecido como Reta Tabajara tem fluxo considerável de veículos, enquanto em outras partes da extensa via, o movimento é reduzido. “É preciso se fazer um estudo”, diz.
 O presidente da Fiern mostrou-se preocupado com a exclusão do Estado, no Programa de Investimentos em Logísticas anunciado recentemente pelo Governo Federal. Sales lembra que, dos 26 Estados e o Distrito Federal, o Rio Grande do Norte e mais quatro Estados não tiveram a oportunidade dar uma contribuição para o país. “O Sistema Fiern tem uma contribuição para dar ao nosso Estado. Essa contribuição foi apresentada no dia 18 de julho do ano passado. Preliminarmente ao que foi apresentado, foi um mapeamento das oportunidades, um diagnóstico. Estamos fazendo esse tratamento, estamos avançando. Isso foi apresentado tanto aos deputados, ao governo anterior, ao governo atual e há uma preocupação nossa: manter a sociedade informada. É tanto que esse nosso projeto é atualizado diariamente em nosso portal e tem recebido elogios, criticas e contribuições”, assinala o presidente da Federação das Indústrias.
 Ainda abordando o assunto, Amaro Sales teme que o Programa de Investimentos em Logísticas se perca no tempo. Ele lembra que existem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em suas três versões, que sequer foram iniciadas. “Eu fico na preocupação: será que vai acontecer? Isso é balela?”, indagou o presidente da Fiern, Amaro Sales dizendo que hoje, a sua posição é descrença em relação ao assunto.
 Quanto a ações de médio e longo prazo, ele mencionou o turismo. Para o presidente da entidade, o segmento turístico precisa ser visto como uma cadeia que pode promover o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
 Segundo Amaro Sales, cada emprego gerado no Estado, 30% é oriundo da indústria e, neste aspecto, o dirigente da Fiern ressalta o investimento em turismo tende a movimentar uma cadeia formada pela própria indústria, juntamente com o comércio. Ele frisa que o investimento em turismo não é apenas dotar o Estado de um aeroporto. “É preciso ter segurança. O turista chega ao Rio Grande do Norte e ele precisa ter a garantia de que vai e encontrar segurança e que não seja prejudicada a sua permanência na cidade. Nós temos que ter uma saúde que funcione. Se o turista passar mal, ele vai ter que ir a um posto de saúde. Temos também o investimento em educação. O Estado precisa pensar em investir na educação. Quando me perguntam sobre o que eu penso sobre o futuro, eu digo que o Estado precisa investir mais em educação”, argumentou Amaro Sales.