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Prefeito reduz estrutura para driblar crise econômica


         O prefeito Francisco José Júnior anunciou neste mês novas mudanças na estrutura administrativa da Prefeitura. Seguindo a tendência nacional das prefeituras que estão quase quebradas por causa da crise, ele vai enxugar praticamente até o osso.

         A redução que diminuirá de 19 para 11 secretarias será drástica e, segundo suas estimativas, reduzirá em mais de R$ 1,7 milhão a folha com comissionados no ano. Parece muito, mas na prática é quase nada. A verdade é que, enxugar os comissionados é uma saída que os prefeitos acham para dar resposta ao povo, mas a realidade é outra.

         Francisco José Júnior tem uma folha mensal de mais de R$ 20 milhões e os comissionados representam apenas 5% de tudo isso, o resto é efetivo. Mesmo que demitisse todos os cargos de confiança, continuaria com a corda no pescoço. Ele não tem outra saída, se não rezar para que o governo federal volte a cumprir suas obrigações e depositar a quantia esperada.

         As frequentes quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a redução assustadora no preço do barril de petróleo que saiu de 100 para 27 dólares, fez com que as cidades entrassem em estado de quase colapso. Viver apenas de arrecadação própria é uma impossibilidade até para grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

         Neste sentido, o prefeito de Mossoró precisou tomar medidas austeras muito extremas, pondo em risco, inclusive, seu futuro político. “Ou isso, ou a máquina para”, disse Francisco José Júnior. Segundo os analistas, não será a solução, mas ajudará a equilibrar as contas, embora corra-se o risco de deixar a máquina mais lenta.

         Pesa sobre ele o tempo. Com um ano a menos que suas antecessoras, o prefeito precisou sempre correr mais. Outra coisa é a memória curta da população. Esquecem que a ex-prefeita Fafá Rosado, mesmo em tempos normais, passou mais de seis meses sem pagar os terceirizados. Cláudia Regina terminou 2013 devendo a todo mundo, embora tivesse dinheiro em caixa.

         O que conta a favor do prefeito são as medidas tomadas no início do governo que garantiram melhoria de diversos serviços, com destaque para a Saúde, e avanço de áreas que estavam esquecidas ou eram empurradas com a barriga.

         A expectativa da população se volta agora para essa mudança, além da antecipação dos royalties do petróleo, que deve injetar R$ 34 milhões no município, equilibrando as contas e colocando o município nos eixos.