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Índice de Confiança do empresário industrial do RN registra alta de 6,42%

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Rio Grande do Norte aumentou de 45,2 para 48,1 pontos, mostrando que a falta de confiança dos empresários potiguares perdeu força entre dezembro e janeiro. Com este resultado, o ICEI chegou ao maior valor para um mês de janeiro desde 2014, quando o indicador alcançou 57,2 pontos. Este declínio na falta de confiança deve-se, principalmente ao maior otimismo dos executivos potiguares com relação aos próximos seis meses, sobretudo da própria empresa.
No que tange à avaliação quanto às condições atuais, os resultados revela uma situação mais desfavorável do que a vigente nos últimos seis meses. Tanto os executivos das Indústrias Extrativas e de Transformação quanto os da Indústria da Construção apontam moderação na falta de confiança.
As médias e grandes empresas mostram-se confiantes , enquanto as pequenas demonstram maior falta de confiança. A sondagem revela ainda uma contraposição entre a confiança do empresário potiguar e do nacional.
Enquanto o ICEI do Rio Grande do Norte continua demonstrando falta de confiança, embora menos intensa ; o ICEI nacional, divulgado pela CNI, inicia o ano com efetivo crescimento , após registrar queda nos três meses anteriores.

Resultados
Em janeiro , o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) potiguar, elaborado com base na Sondagem realizada entre os dias 3 e 13 do mês, registrou alta de 6,42%, passando de 45,2 para 48,1 pontos contudo, mantém abaixo dos 50 pontos, mostrando  que a falta de confiança dos empresários potiguares perdeu força (valores
abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança).

Na comparação com janeiro de 2016 , o ICEI cresceu 30,71 % (36,8 pontos). Considerando os componentes do ICEI - índices de condições atuais e de expectativas - observa-se comportamentos distintos na comparação mensal. O indicador de condições atuais recuou 4,52 %, passando de 37,6 para 35,9 pontos, revelando que, na avaliação dos empresários potiguares, a situação geral dos negócios está pior em comparação com os últimos seis meses (valores abaixo de 50 pontos indicam piora). O indicador de expectativas, por sua vez, subiu 10,39%, de 49,1 para 54,2 pontos, mostrando perspectivas otimistas com relação à evolução futura dos negócios (valores acima de 50 pontos indicam otimismo).
Analisando os resultados do ICEI por tamanho das empresas, verifica-se desempenho divergente nos dois portes pesquisados. O ICEI das pequenas caiu 16,63%, passando de 42,1 para 35,1 pontos, indicando que a falta de confiança dos empresários se intensificou (valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança). Já o ICEI das médias e grandes empresas aumentou 13,39%, passando de 46,3 para 52,5 pontos, revelando executivos confiantes.
A falta de confiança recuou nos dois segmentos pesquisados. Entretanto, o ICEI das Indústrias Extrativas e de Transformação mostrou maior alta na comparação mensal (6,58%), passando de 45,6 para 48,6 pontos. Já o ICEI da Indústria da Construção subiu 3,44%, passando de 46,5 para 48,1pontos (valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança dos empresários).

Comparando-se o ICEI do Rio Grande do Norte com o divulgado dia 18/01 pela CNI para o Brasil, tem-se, nos dois casos , aumento na comparação mensal. Contudo, o ICEI potiguar, subiu de 45,2 para 48,1 pontos, mas não ultrapassou a linha dos 50 pontos, indicando que houve moderação na falta de confiança.
Já o indicador nacional cresceu de 48,0 para 50,1 pontos, ou seja, os empresários que reportaram falta de confiança em dezembro, agora mostram -se neutros.