Publicidade


Indústria da construção potiguar volta a cair em ritmo maior

A Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela FIERN, aponta que no mês de dezembro a atividade do setor no Rio Grande do Norte registrou queda mais intensa e ficou abaixo do padrão usual para o período, tendência que se repete initerruptamente desde fevereiro de 2013. Em virtude do menor dinamismo da atividade, o número de empregados também recuou, mantendo a tendência que vem sendo observada desde outubro de 2013.
O fraco desempenho da Indústria da Construção é reforçado pela alta ociosidade. O nível médio de Utilização da Capacidade de Operação (UCO) caiu 1 ponto percentual na passagem de novembro para dezembro e encontra-se 11 pontos percentuais abaixo da média histórica para o mês.

No tocante aos indicadores avaliados trimestralmente, os empresários mostraram-se mais insatisfeitos com a margem de lucro e a situação financeira de suas empresas, e relataram maior dificuldade no acesso ao crédito. Além disso, os preços médios das matérias-primas não se alteraram em relação ao trimestre anterior. Os principais problemas do trimestre, na opinião dos empresários potiguares, foram a falta de capital de giro, a elevada carga tributária e as altas taxas de juros.

Em janeiro, as perspectivas estão menos pessimistas do que no levantamento anterior quanto ao nível de atividade, às compras de matérias-primas, à contratação de novos empreendimentos/serviços e ao número de empregados. Já a intenção de investimento da indústria permanece baixa, mas apresentou melhora - aumento de 5,4 pontos na comparação com dezembro.

Comparando-se os indicadores mensais e trimestrais avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os resultados divulgados dia 24/01 pela CNI para o conjunto do Brasil, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a diferença de que os empresários nacionais apontaram estabilidade na utilização da capacidade de operação (UCO) e aumento no preço médio dos insumos e matérias-primas.