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Projeto vai qualificar empresas que usam farinha como insumo

Pequenas empresas de Mossoró que utilizam a farinha de trigo como insumo para produção de alimentos receberão capacitação e consultoria para aumentar a competitividade, agregar valor aos produtos fabricados e gerar mais negócios. Esse é o foco principal do Projeto de Encadeamento Produtivo, que será implementado na região pelo Sebrae no Rio Grande do Norte em parceria com o Moinho Dias Branco (MDB) até 2019.
A iniciativa deverá atender 85 empreendedores que atuam na cadeia produtiva de transformação de farinha, entre panificadoras, confeitarias, pizzarias e distribuidores enquadrados como Microempreendedores Individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte. Serão investidos quase R$ 480 mil na ação, que visa entender melhor as necessidades das empresas integrantes desta cadeia produtiva e oferecer ações de capacitação e consultoria para o fortalecimento destes pequenos negócios
O projeto faz parte de um programa maior para fortalecer essa cadeia produtiva e ampliar competência tecnológica das pequenas empresas desse setor em seis estados do Nordeste onde o grupo M. Dias Branco mantém atividades. No Rio Grande do Norte, o projeto foi lançado na noite da quarta-feira (25), no auditório do Escritório Regional do Sebrae no Oeste, em Mossoró, para empreendedores locais.
A proposta envolverá os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia e Maranhão em três anos de atividades, um investimento de R$ 6,4 milhões, sendo 70% destes recursos oriundos do Sebrae. “Mossoró e região têm potencial para a fabricação de massas e biscoitos e as ações do projeto vão estimular o crescimento e fortalecimento do setor. A meta é atender cerca de 85 empresas da cidade e região", confirma o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, que foi a Mossoró apresentar a iniciativa.
“Os participantes terão capacitação, consultoria, visitas técnicas e acompanhamento de acordo com suas necessidades. Vamos colocar a mão na massa, visitar as empresas, participar de feiras e aprender novas formas de fazer e apresentar nossos produtos”, adianta a gestora do projeto de Encadeamento Produtivo Sebrae e M. Dias Branco, Erica Costa Barros.
O programa visa promover a cooperação, competitividade e desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios e fomentar o empreendedorismo, fortalecendo a economia local e oferecendo alimentos de qualidade. A expectativa é que essa parceria aumente o volume de vendas das empresas atendidas, o número de clientes e amplie a competitividade dos negócios.
A iniciativa é voltada para empresas ligadas ao setor de transformação da farinha, formalizadas ou não. “Essa experiência também pretende estimular a formalização. O empreendedor dessa cadeia produtiva que deseja participar e formalizar seu negócio também é convidado”, complementou a gestora Erica Costa Barros.
A empreendedora Franciene Nogueira participou do lançamento e ficou empolgada com a proposta. “Comecei meu negócio vendendo cupcake. Vinha para o Sebrae participar de cursos e trazia bolos e tortas para vender. Há cinco anos formalizei minha empresa, tenho um buffet e hoje ele é minha principal fonte de renda. A capacitação foi importante para construir essa história e continua sendo, pois quero melhorar sempre meu trabalho”.
O lançamento do projeto contou com a palestra motivacional “Gestão e inovação como fermento para o seu negócio” por Rafael Demétrius e degustação de produtos de panificação. Os empreendedores preencheram formulários de adesão e, a partir da segunda-feira, 30, será iniciada a fase do diagnóstico das empresas. Depois disso, segue a montagem do plano de ação.
O projeto de encadeamento produtivo é uma estratégia para contribuir com a melhoria dos índices de produtividade e competitividade e gestão das empresas, promovendo a inserção de pequenos negócios em cadeias de valor de grandes empresas, por meio de relacionamentos cooperativos de longo prazo e mutuamente atraentes.
Paula Gadelha, analista de Marketing do Grupo M. Dias Branco, explica que o encadeamento produtivo é bom para os dois lados. “A grande empresa depende da venda dos seus produtos para as pequenas que, por sua vez, dependem das vendas para os seus clientes. Uma é dependente da outra. Por isso, essa estratégia é eficiente num segmento produtivo e tem obtido grandes resultados. Desenvolvemos uma experiência como esta em Natal e foi um sucesso. Ao concluir esse projeto, teremos muitas histórias bem-sucedidas para contar”, diz.