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Alckmin vai impor Tião e comando tucano estadual vai ter que engolir


Praticamente certo de que não teria legenda no PSDB caso decidisse levar adiante o projeto de disputar o governo pela sigla, o empresário mossoroense Tião Couto, assediado por outros partidos e já encaminhando um plano B dentro do processo sucessório do próximo ano, começa a ver emergir a nova possibilidade de ser o candidato tucano na disputa pelo governo estadual.

Alinhado com o governador Robinson Faria (PSD) e se movimentando bastante para acomodar seus projetos nas eleições 2018, o presidente do PSDB estadual, também presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira, já havia emitido vários sinais indicando que não haveria espaço no partido para Tião concorrer ao governo. Daí, Tião passou a enveredar por outros caminhos. “Estou conversando com todo mundo”, enfatizou diante de pergunta sobre se poderia compor chapa como vice-governador em outro agrupamento.

Mas a reviravolta deve ser determinada pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que passará a dirigir nacionalmente o partido a partir de dezembro e já pediu a Tião para não deixar o ninho tucano. Além de ter sido no início desse processo favorável a que o PSDB lançasse o empresário mossoroense ao governo, Alckmin tem um motivo a mais: Ele parte para viabilizar seu nome na disputa pela presidência da República e chega com o entusiasmo de ter sido consenso para dirigir o PSDB e naturalmente vai precisar de mais palanques nos estados, com devidas candidaturas próprias.

Embora tenha recuado na afirmativa de que seria o nome do PSDB ao governo em circunstâncias anteriores, Tião segue intensificando contatos e levando aos municípios a mensagem do novo, do empresário empreendedor e determinado, procurando se moldar, cada vez mais, ao perfil exigido pelo eleitor desencantado diante dos últimos políticos nacionais.

Ao lançar luz à pré-candidatura de Tião, Alckmin tentará contornar o clima interno indigesto, exatamente justificando por razões a necessidade de novas caras no PSDB. Porém, segundo as informações, não irá se eximir de impor caso seja necessário.

Além de assumir o PSDB, Alckmin deverá apressar o processo de rompimento do partido com o governo Temer. A relação já vem sendo desgastada devido à divisão interna em paralelo com a pressão de outros partidos da base do governo que criticam a falta de unidade dos tucanos na defesa dos interesses do governo.

Já agora na reforma da Previdência, em gestação, o PSDB tem pontos divergentes e não deverá fechar questão em consenso favorável ao projeto de Temer. No entanto, mesmo tendo que rachar, o presidente Temer já sinalizou que ministros do PSDB devem ficar nos cargos, passando a sua cota pessoal.

O fosso entre PSDB e PMDB no âmbito nacional, certamente terá reflexo no Rio Grande do Norte, onde o prefeito de Natal Carlos Eduardo(PMDB), tem buscado atrair Ezequiel Ferreira para sua base de apoio. Carlos Eduardo trabalha a mil para viabilizar seu projeto de concorrer ao governo.

Foto: Reprodução