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Setor industrial do Nordeste recua 2% no mês de setembro, segundo o IBGE


O crescimento no ritmo da produção industrial no Brasil, na passagem de agosto para setembro de 2017, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta quarta-feira, 08, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registra um recuo na região Nordeste de – 2%, com ênfase para o estado de Pernambuco, que ficou com – 2,5%.

Índice negativo nessa proporção elevada fora da região, só o Espírito Santo com -3%, devolvendo parte da expansão de 6,7% observada no mês anterior. Com este resultado, Pernambuco devolveu de 2,2% de crescimento registrado em agosto, fazendo a região Nordeste como um todo também recuar após acumular ganho de 3,1% nos meses julho e agosto.

As demais taxas negativas foram registradas por Ceará (-1,1%), Amazonas (-1,1%), Bahia (-1,1%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e Minas Gerais (-0,4%). O Rio Grande do Norte não aparece na pesquisa. Na comparação com igual mês do ano anterior, ainda segundo a pesquisa, o setor industrial brasileiro como um todo mostrou crescimento de 2,6% em setembro de 2017, com dez dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos. O IBGE lembra que setembro de 2017 (20 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (21).

Nesse mês, Pará (13,2%) e Rio de Janeiro (11,3%) assinalaram as expansões mais intensas, impulsionados, principalmente, pelos avanços observados nos setores de indústrias extrativas (minérios de ferro em bruto ou beneficiados), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, óleos combustíveis, gasolina automotiva, querosenes de aviação, óleos lubrificantes básicos e naftas para petroquímica) e veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis e caminhões), no segundo.

Paraná (8,9%), Goiás (7,3%), Amazonas (6,8%), São Paulo (5,0%), Bahia (4,7%), Mato Grosso (4,5%) e Ceará (3,3%) também registraram taxas positivas mais acentuadas do que a média nacional (2,6%), enquanto Santa Catarina (2,4%) completou o conjunto de locais com crescimento na produção nesse mês.

Por outro lado, Rio Grande do Sul (-5,0%) e Pernambuco (-4,1%) apontaram os recuos mais elevados em setembro de 2017, pressionados, em grande parte, pelo comportamento negativo vindo dos setores de celulose, papel e produtos de papel (celulose) e produtos alimentícios (óleo de soja em bruto, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, queijos, sucos concentrados de frutas e carnes e miudezas de aves frescas ou refrigeradas), no primeiro local; e de produtos alimentícios (açúcar cristal e refinado de cana-de-açúcar) e bebidas (aguardente de cana-de-açúcar e refrigerantes), no segundo. Os demais resultados negativos foram observados no Espírito Santo (-2,7%), Região Nordeste (-1,3%) e Minas Gerais (-0,8%).

Agora RN
Foto: Reprodução