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Gabriel Barcellos avalia 2017 para o setor hoteleiro de Mossoró e fala sobre expectativas para 2018


Uma crise econômica nacional, como a que o Brasil vivenciou nos últimos dois anos, exige maior concentração de esforços não só dos que estão à frente das gestões públicas, especialmente municipais, onde são descarregadas as demandas da população, mas também é uma prova de fogo para os que gerenciam os mais diversos negócios do setor privado, que sofre com baixa circulação de recursos. O desafio é tão grande que muitos empreendimentos acabam fechando suas portas, resultando assim em crescimento do índice de desemprego.

Atentando para essa realidade, o portal REDE NEWS 360 conversou com o empresário Gabriel Barcellos, gerente comercial do Thermas Hotel e Resort, em Mossoró, que avaliou o ano de 2017 para os setores do turismo e hotelaria na região, bem como falou sobre as expectativas para 2018.

Para Barcellos, 2017 foi um ano difícil para os setores, principalmente no que diz respeito ao turismo de negócios, não só devido a crise vivenciada no país, mas, principalmente, devido a debandada da Petrobras e de outras empresas que exploravam petróleo na região.


“Não foi um ano fácil para o setor hoteleiro, que depende do turismo. Foi um ano complicado, não só devido a crise que se instalou no país, mas, em Mossoró, especialmente, devido a ausência da Petrobras e de outras empresas correlatas que atuavam na exploração do petróleo aqui da região, e que foram reduzindo ano após ano, até que, infelizmente, desapareceram. É uma situação que impacta, sem dúvida nenhuma, toda a economia local, inclusive o nosso setor”, avaliou Barcellos.

No entanto, se o turismo de negócios vai mal, o mesmo não ocorre com o turismo de lazer que, segundo Barcellos, registrou alta no segundo semestre deste ano, mesmo diante das limitações impostas pela falta de transporte aéreo na região.

“É importante avaliarmos dois nichos do turismo dos quais depende o setor de hotelaria: o turismo de lazer e o turismo de negócio. Porque, se você pensar em turismo de lazer, em Mossoró esse se resume ao Hotel Thermas. Para finais de semanas, férias e feriados prolongados, podemos dizer que somos a referência da região. Agora, se formos falar em turismo de negócio, aí realmente tivemos um ano muito difícil para o setor porque há concorrência de outros hotéis na cidade. Aqui o turismo de negócio só acontece quando temos grandes eventos como o Mossoró Cidade Junina, que é praticamente o único do ano. Então, eu diria que, nos últimos anos, nós retroagimos muito no fluxo de turistas de negócio e, enquanto isso, a oferta de hotéis aumentou bastante em Mossoró. O resultado, obviamente, é uma taxa de ocupação baixa. Já no turismo de lazer eu não diria que tivemos um ano ruim. Na verdade, até registramos uma aquecida nesse segundo semestre. Mas é preciso destacarmos que se trata de um turismo regional, restrito, uma vez que ainda não temos um aeroporto em funcionamento. Os turistas que recebemos, quase que sua totalidade, se resumem a pessoas de Mossoró e de outras cidades vizinhas, as quais pegam seus transportes, reúnem suas famílias e vem para períodos curtos”, detalhou.

Para 2018, Barcellos disse que as expectativas para os setores são boas, especialmente porque acredita na reativação do Aeroporto Dix-Sept Rosado para voos comerciais.


“Nossa expectativa para 2018 é muito boa, porque, além dos sinais de recuperação da economia, estamos certos de que teremos a reativação do Aeroporto Dix-Sept Rosado, com o voo comercial da Azul, que partindo de Recife ligará Mossoró com praticamente todo o Brasil. A verdade é que não da para falarmos em turismo sem falarmos em aeroportos. Dessa forma, acreditamos muito nesse voo porque não será um voo regional. Eu nunca acreditei em voo para Fortaleza ou Natal, porque não resolve, são destinos pelos quais as pessoas já transitam facilmente através de transportes terrestres. O voo da Azul com certeza nos trará turistas de Brasília, de São Paulo, do Rio, enfim, será outra realidade para o turismo da nossa região, uma vez que passaremos a trabalhar com outro público. Estou acompanhando de perto e posso dizer que tudo está caminhando muito bem para isso, principalmente no que depende da reativação do aeroporto”, defendeu otimista.

Barcellos também falou sobre a importância do projeto Rota das Falésias, que integrou os litorais cearense e potiguar, visando explorar as potencialidades turísticas dos municípios que compreendem a região.

“Eu acredito muito também no projeto Rota das Falésias, no qual Mossoró e outros municípios potiguares se integraram juntamente com municípios do Ceará. Turisticamente falando nossa região está muito mais ligada ao Ceará do que ao Rio Grande do Norte, pois, basta ver que, daqui para Fortaleza, já temos muitos empreendimentos prontos voltados para o turismo, enquanto daqui para Natal não temos infraestrutura nenhuma, de forma que é mais fácil o turista chegar a Mossoró através do litoral cearense do que de outras regiões do nosso estado. Ainda em relação a infraestrutura, a duplicação da rodovia até Aracati/CE está praticamente pronta e isso é muito importante para que possamos captar os turistas que já chegam ao litoral cearense”, acrescentou.

Como diretor comercial do maior empreendimento voltado para o turismo de negócios e de lazer, Barcellos falou como tem sido dribladas as adversidades e anunciou novidades.

“Como empreendimento, para driblarmos as adversidades momentâneas e para estarmos preparados para os anos vindouros, quando as expectativas são boas, o Thermas Hotel e Resort tem se reinventado constantemente. É uma estrutura bastante grande, com um custo de manutenção bastante elevado, mas não registramos prejuízos. Buscamos administrar e superar as dificuldades e, claro, sempre encontrarmos novos caminhos para fazermos negócios. Desta forma, estamos com um novo projeto, que é um grande centro de eventos, com 1.800m2, que será construído onde hoje é o campo de futebol aqui do hotel, pois vamos entrar fortes nesse segmento e, logo no início do ano vindouro estaremos iniciando a construção que deverá ser concluída até o final de 2018 para ser inaugurada no início de 2019, e assim vamos atraindo novas receitas”, anunciou.

Barcellos aproveitou o momento para cobrar mais eficiência dos poderes públicos, especialmente mossoroenses, no que diz respeito a realização dos grandes eventos culturais, os quais são importantes para a economia local.


“Temos a expectativa de que o Município continue investindo em grandes eventos culturais, como é o caso do Mossoró Cidade Junina, pois todos sabemos da importância de tais eventos para aquecer a economia local. E que a partir do próximo ano haja mais discussão e planejamento, que não seja como tem sido nos últimos anos, o Município deixando a desejar, principalmente no que diz respeito a comunicação com a iniciativa privada, para que essa também possa se programar. Por exemplo, turismo é trabalhado com antecedência em relação ao calendário de atrações e nesse ano tivemos uma dificuldade imensa de vender para o período do Mossoró Cidade Junina, simplesmente por falta de informações em relação a programação. Ficamos tentando adivinhar e acabamos vendendo pacotes fora da programação que começou uma semana depois do que prevíamos. Isso nos gerou grande constrangimento, uma vez que tivemos turistas que vieram de outras regiões do Brasil para ver o Chuva de Bala e acabaram se frustrando”, concluiu.

Thermas Hotel e Resort

Maior estrutura voltada para o o turismo de lazer e de negócios da região Oeste do Rio Grande do Norte, o empreendimento é completo, tendo como principal atrativo as águas termais. Os preços praticados são consideravelmente baixos, se comparados a outros empreendimentos do mesmo porte localizados em outras regiões do Brasil.

 


REDE NEWS 360
Fotos: Reprodução